
Saudades do que ainda tenho!
Ainda tenho o perfume do frio nocturno,
Ainda tenho o cuco que me canta de manhã,
Ainda vejo á noite no céu, Saturno,
Ainda posso apreciar os grunhidos duma marrã!
Em breve voltarei para a selva de esquinas...
Em que as arvores cometem crimes de pouca sombra,
Uma selva de medusas feitas meninas...
Em que por mais ou por menos, qualquer uma se compra!
E em vez de me sujar na lama de uma lagoa...
Sujo a alma nas calçadas de Lisboa!
Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
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